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Os nossos whippets

Saúde

Diarreia  Gases Otite Desparasitação Pulgas Carraças  

Desparasitação interna  • Vacinação

 

 

O whippet é um cão resistente em todos os aspectos. Por detrás da sua aparência frágil existe uma enorme resistência mecânica e física às doenças mais comuns entre os cães.

A boa saúde do cão está directamente relacionada com uma boa alimentação.

O princípio que se usa em relação às pessoas “nós somos aquilo que comemos” aplica-se perfeitamente ao cão.

Normalmente entende-se por saúde animal o bem estar físico e a ausência de doenças. Mas o bem estar físico, tal como nos humanos, depende do estado psicológico. O cão necessita de tranquilidade, de divertimento, de exercício e fundamentalmente de amor e da companhia dos que lhe são queridos. Isto aliado a uma alimentação correcta contribui decisivamente para uma boa saúde e para a felicidade do nosso amigo.

 

Estes são os fundamentos da saúde preventiva do cão que incluem, evidentemente, as visitas periódicas e imprescindíveis ao veterinário para consulta geral, vacinação e desparasitação.

 

Apesar destas medidas preventivas, há situações imprevisíveis e esporádicas que normalmente justificam consultas pontuais ao veterinário. Assim como a pessoa não deve fazer auto medicação, também não se deve proceder a processos de cura empíricos e aconselhados por pessoas não qualificadas ou ainda porque é hábito.

 

Alguns sintomas, contudo, podem considerar-se típicos e passageiros, mas a persistirem é aconselhado consultar o veterinário sem demora.

 

Diarreia

A diarreia acontece com relativa frequência, dependendo muito do próprio cão, isto é, uns são mais atreitos a apanhar diarreias do que outros.

É mais comum terem diarreia do que prisão de ventre.

Isto deve-se a diversos factores, os mais vulgares tendo a ver com a alimentação ou com a ingestão de alimentos desaconselhados, dados pelo dono (por ignorância ou estupidez) ou obtidos por eles na rua durante os passeios.

O whippet adora os caixotes ou os sacos de lixo depositados na rua e mesmo que tenha deixado comida no seu prato em casa, logo a seguir vai vasculhar tudo quanto é porcaria e ingeri-la mesmo sem fome. É um perigo. Este exercício de busca de comida no exterior deve corresponder a resquícios de instintos de sobrevivência, dado o empenho que ele emprega nessa tarefa.

Por princípio não distingue o que deve ou não comer. Vai tudo, e alguns ingredientes podem causar-lhe diarreias e mesmo vómitos. E, claro, podem ser fatais se contiverem substâncias tóxicas.

A diarreia também pode resultar da variedade da comida (Ver alimentação).

Na maioria das situações as diarreias são passageiras e não se justifica qualquer medicação.

Mantendo-se durante dois dias seguidos, pode-se administrar meio comprimido de Dimicina. Se ao terceiro dia se mantiver, convém consultar o veterinário.

Nunca esquecer ter sempre ao dispor do cão água fresca. Durante as diarreias eles têm mais necessidade de beber água do que em situações normais.

Independentemente de o cão estar ou não com diarreia, é aconselhável observar diariamente as suas fezes. Estas devem ser abundantes, sólidas, consistentes e com “bom aspecto”.

 

Gases

Os gases intestinais são expelidos naturalmente pelo cão tal como acontece com as pessoas. É um fenómeno perfeitamente natural que deriva do processo químico desenvolvido no intestino.

No entanto, quando se verifica que essa evacuação é feita com demasiada frequência e com acentuado mau cheiro, é sinal de que algo não está a funcionar correctamente. Isso dá mau estar ao cão e incomoda as pessoas. Como evitar?

 

Isto pode ter diversas causas, a principal relativa à qualidade da alimentação. Ou devido ao hábito arreigado de muitas pessoas que, indevidamente, variam a alimentação do cão.

Outro motivo tem a ver com substâncias impróprias ingeridas pelo cão como se referiu atrás.

Outro ainda, e este com especial importância, deve-se ao facto de o cão estar, muito simplesmente, a necessitar de evacuar. Os humanos, por princípio, necessitam de evacuar uma única vez por dia. Com os cães a situação é diferente. Por vezes evacuam três e mais vezes no mesmo dia.

Numa rotina diária o cão evacua logo de manhã cedo; ao fim da manhã, se se levar ao exterior, ele evacuará novamente e ao fim do dia mais uma vez.

O que acontece é que a vida profissional das pessoas não se compadece com a regularidade destas necessidades fisiológicas do cão, tendo como resultado o mau cheiro dos gases.

 

Otites

A otite é uma doença vulgar no cão, que se caracteriza pela inflamação do canal auditivo.

Os sintomas mais evidentes são inchaço, vermelhidão com eventual emissão de líqudo e de mau cheiro. O whippet não é muito atreito a esta doença, mas a verificarem-se estes sintomas é aconselhável levá-lo ao veterinário.

A otite pode ter várias causas como parasitas, alergia à picada da pulga, a pólens ou a corpos estranhos que se alojaram no ouvido durante os passeios no exterior. Também pode ser causada pela deficiente limpeza do interior das orelhas.

Durante a consulta de rotina ao veterinário, por princípio, este observa sempre o interior do ouvido com um otoscópio e procede, se necessário, à sua limpeza.

 

Desparasitação

Entende-se por desparasitação o combate a parasitas externos como pulgas e carraças e parasitas do intestino.

 

Pulgas

Especialmente nas estações quentes é difícil evitar estes bichinhos indesejáveis, principalmente as pulgas.

A solução consiste em pulverizar o corpo do cão com determinados produtos ou depositar umas gotas de um líquido próprio no pescoço do animal. Existem também coleiras com efeito insecticida. Estes dois últimos processos têm o inconveniente de poder causar alergias ao cão.

Alguns produtos à venda em lojas especializadas ou nas clínicas veterinárias, como o Front Line ou Ectokill, ao serem aplicados ao longo do pêlo do animal e por todo o corpo, têm um efeito repelente e simultâneamente impedem que o parasita se reproduza. Produzem um efeito mais de morte lenta do que imediata do parasita.

Nunca devem ser aplicados no mesmo dia do banho, mas sim dois a três dias antes ou depois do banho. O efeito mantém-se por cerca de um mês, mas nos casos em que haja uma grande infestação nos locais habitualmente visitados por muitos cães (jardins e outros espaços públicos), a aplicação do produto deve ser feita de duas em duas semanas no mínimo.

 

Mesmo assim, por vezes a praga é difícil de combater e nestes casos deve atacar-se o parasita com outros recursos, como seja, usar um champô insecticida no banho, precedido de produtos que lhe provocam a morte imediata. Aplica-se primeiro este produto pelo corpo todo e procede-se depois a uma escovagem do animal, a qual obriga, juntamente com o insecticida, a remover os parasitas. De seguida ensaboa-se com o champô, que tem um efeito semelhante ao insecticida e enxagua-se muito bem para remover totalmente estes produtos. Numa segunda fase do banho deve usar-se o processo descrito no capítulo Higiene (ver Higiene), usando um amaciador para evitar a desidratação da pele e do pêlo.

Esta “barrela” , por ser relativamente agressiva, só deve ser feita esporadicamente e em casos limite quando os cães estão mesmo muito infestados de parasitas.

 

Os espaços normalmente habitados pelo cão devem ser bem limpos, aspirados e desinfectados, porque as pulgas depositam os seus ovos em carpetes, tapetes, cobertas, tecidos, etc. Não adianta muito desinfestar o cão se o ambiente onde vive é um viveiro de pulgas.

Para o efeito existem produtos especialmente concebidos para desinfectar esses locais.

 

Em determinadas zonas onde o Ectokill, o Front Line, o  são usados por muitas pessoas e já algum tempo, os parasitas criam defesas e ficam imunes a esses produtos. Por isso não é de estranhar que algumas pessoas afirmem que com o produto X obtêm resultados excelentes e outras digam exactamente o contrário.

 

Veja tudo sobre pulgas aqui

 

Carraças

A maior parte dos produtos usados para as pulgas aplicam-se no combate às carraças, embora existam outros específicos para cada um destes parasitas.

As carraças normalmente estão instaladas em ervas e arbustos e alojam-se no pêlo do cão quando este roça ou se espolinha nessa vegetação.

O processo de as remover merece alguns cuidados. A carraça ao sugar o sangue do animal crava-lhe umas pinças na pele para melhor se agarrar. Por isso, ao puxar-se, que é a tendência normal da pessoa inadvertida, o parasita oferece resistência e deixa ficar essas garras na pele do cão, ocasionando infecções que podem ser graves.

Um processo de remover o parasita consiste em aplicar sobre ele éter embebido em algodão em rama para o “adormecer” e então extraí-lo com uma pinça mas sem exercer muita força. O sítio da picada deve ser depois desinfectado com álcool e Betadine.

Ou então, em vez do éter, aplicar um produto insecticida que cause primeiro a morte do parasita para então o retirar em seguida.

Mas o problema da picada da carraça não se resume ao incómodo em si, mas às consequências que podem ser muito graves ou mesmo fatais se a carraça estiver contaminada. A mesma carraça pode transmitir apenas uma ou mais doenças, entre elas a erlichiose e a babesiose. Esta doença também é transmissível ao homem (febre da carraça) mas apenas se ele for picado por uma carraça portadora e não pelo simples contacto com o cão infectado.

Veja a forma como estas doenças se desenvolvem, como se previnem e qual o seu tratamento. Veja aqui

 

Desparasitação interna

A desparasitação interna deve ser feita segundo orientação do veterinário.

 

Cachorros

Em relação aos cachorros deve ser cumprido um programa específico de desparasitação estabelecido pelo veterinário.

 

Cães adultos

Em relação aos cães adultos a desparasitação deve ser efectuada de seis em seis meses.

Normalmente usam-se comprimidos, adquiiridos no veterinário, em doses proporcionais ao peso do cão. Por exemplo, um comprimido de Lopatol dá para um cão de dez kg.

No caso específico do whippet, cujo peso varia entre treze e dezassete Kg, administra-se um ou dois comprimidos se o cão pesar menos de quinze ou mais de quinze kg respectivamente.

Esta marca é usada aqui como mero exemplo. Compete ao veterinário receitar o medicamento que melhor entender conveniente.

 

Vacinação

A vacinação é da exclusiva competência do médico veterinário e sobre este assunto indicamos apenas e por mera curiosidade um esquema básico de vacinação.

 

Indicação do esquema de vacinação

(Deve ser preconizado pelo veterinário assistente)

Idade

Doença

6 semanas

Parvovirose

8 semanas

Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose

12 semanas (é um reforço da anterior)

Parvovirose, Esgana, Hepatite vírica e Leptospirose

16 semanas

Raiva

Reforço das vacinas anualmente

 

 

 

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Pulga

 

Veja uma página completa sobre pulgas

aqui

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carraça

 

 

A Erlichiose

e a Babesiose

são doenças transmitidas pela carraça.

Veja aqui

 

 

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Esta página foi actualizada em 26-Jul-2012

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Nas fotos: Guga e Xica com poucos meses de idade

Fotografia e tratamento de imagem: M Cabral

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