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Erlichiose e Babesiose As doenças transmitidas pela carraça
Descrição • Contaminação • Vector da doença • Incubação • Diagnóstico Sinais clínicos • Fase aguda • Fase sub-clínica • Fase crónica • Tratamento Prognóstico • Prevenção • Anti-parasitários • Babesiose
Descrição sumária
A infestação de carraças no cão, além de causar um incómodo muito grande ao animal pela comichão que provoca (reação alérgica), pode causar anemia como consequência da sucção do sangue nos casos de grandes infestações e transmissão de doenças infecciosas como a Babesiose e a Erlichiose.
A mesma
carraça pode transmitir apenas uma ou as duas enfermidades.
A doença atinge rins, fígado, baço, pulmões, medula óssea, gânglios, e, se não tratada, pode até matar.
No entanto, a infecção também poderá
ocorrer no momento de transfusões sanguíneas, através de agulhas ou outros
utensílios contaminados. O principal vetor da doença é o Rhipicephalus sanguineus, que irá infectar os glóbulos brancos do sangue (Erlichiose), ou os glóbulos vermelhos (Babesiose). A mesma carraça pode transmitir a Babesiose, que em algumas situações pode ocorrer juntamente com a Erliquiose.
O período de incubação da doença, ou seja, desde a inoculação do agente até o aparecimento dos primeiros sintomas clínicos, varia de 7 a 21 dias. Esta enfermidade ocorrre com maior frequencia no verão, onde as condições climáticas favorecem a proliferação da carraça, embora possa ocorrer durante o ano todo. O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças. A presença da carraça e a ocorrência de outros casos da doença na região, podem ser importantes para se confirmar a suspeita clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados.
Sinais
clínicos · Aguda (início da infecção), · Subclínica (geralmente assintomática) · Crônica (nas infecções persistentes).
A fase aguda da doença é caracterizada por: · Febre (39,5 - 41,5ºC). · Perda de apetite e de peso. · Fraqueza muscular. Menos frequentemente observa-se: · Secreção nasal. · Perda total do apetite. · Depressão. · Sangramentos pela pele, nariz e urina. · Vómitos. · Dificuldade respiratória. (Este estágio pode perdurar até 4 semanas e não ser percebido pelo dono)
A fase subclínica é geralmente assintomática, podendo ocorrer algumas complicações tais como: · Depressão. · Hemorragias. · Edema de membros. · Perda de apetite. · Palidez de mucosas.
Se o sistema imune do animal não for capaz de eliminar a bactéria, poderá desenvolver-se a fase crónica da doença. Nesta fase, a doença assume as características de uma doença auto-imune em que o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como: · Pneumonia. · Diarreia. · Problemas de pele. O animal pode também apresentar: · Sangramentos crónicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue). · Cansaço. · Apatia motivada pela anemia.
Tratamento
Mas retirar a carraça do cão não basta. O principal inimigo, que passa despercebido, ou seja, os ovos e larvas, estão no ambiente e nele sobrevivem durante muitos meses. Por isso é difícil ou impossível exterminar a carraça em locais públicos, pelo facto de elas depositarem os seus ovos na vegetação e também nas frestas das paredes, muros e mesmo no chão. Por outro lado, a carraça, em todos os seus estágios de vida (desde larva até adulta), é muito resistente, o que dificulta o seu combate. Assim, há cuidados a ter se as férias com o seu cão forem na quinta, no meio do mato, ou em locais onde haja vacas, cavalos e outros cães. Nestas alturas convém usar uma dose extra de um produto anti-parasitário para evitar as pulgas e as carraças. Além disso, deve ser feita uma inspeção diária cuidadosa na pelagem que pode ajudar a detectar a presença de carraças.
Apesar das dificuldades de combater a carraça, determinados produtos anti-parasitários não deixam de ser bastante eficazes. Uns devem ser aplicados no ambiente doméstico onde o cão vive habitualmente (casa, jardim particular, etc.); outros devem ser aplicados no corpo do próprio animal. Há coleiras anti-parasitárias como a Scalibor que, não sendo 100% eficazes, repelem com elevado grau de eficiência não só as carraças como as pulgas e mosquitos. Outros insecticidas, como o Ectokill ou o Frontline, podem ser usados simultâneamente. Contudo, estes produtos devem ser sempre administrados sob a responsabilidade do clinico veterinário, pois alguns podem provocar alergias graves ao cão. A indicação das marcas destes produtos não envolve qualquer preferência e serve apenas para exemplificar o tipo.
A Babesiose é uma doença bem mais agressiva que a Erlichiose e por isso dedicamos-lhe um capítulo especial. Trata-se de uma hemorragia generalizada causada pela destruição maciça dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica). A doença manifesta-se cerca de 12 dias após a infestação e, antes disso, é difícil de ser diagnosticado
A Babesiose pode matar de 24 a 48 horas após o início do sangramento. Quando infectado, o animal fica prostrado e muitas vezes necessita de transfusão de sangue. Normalmente, o animal que contrai a Babesiose fica também infectado com a Erlichiose. A Babesiose não se transmite ao homem.
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Carraça
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